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quarta-feira, novembro 16, 2005

Os Estudantes

A propósito desta notícia, cá vai um e-mail que recebi, de autor desconhecido:
«Num arquipélago, naufragaram as seguintes pessoas:
dois italianos e uma italiana;
dois franceses e uma francesa;
dois alemães e uma alemã;
dois gregos e uma grega;
dois ingleses e uma inglesa;
dois búlgaros e uma búlgara;
dois japoneses e uma japonesa;
dois chineses e uma chinesa;
dois americanos e uma americana;
dois irlandeses e uma irlandesa;
dois portugueses e uma portuguesa.
Passado um mês passava-se o seguinte:
um italiano matou o outro italiano por causa da italiana;
os dois franceses e a francesa vivem felizes juntos num ménage-a-trois;
os dois alemães marcaram um horário rigoroso de visitas alternadas à alemã;
os dois gregos dormem um com o outro e a grega limpa e cozinha para eles;
os dois ingleses aguardam que alguém os apresente à inglesa;
os dois búlgaros olharam longamente para o oceano, depois olharam longamente para a búlgara e começaram a nadar;
os dois japoneses enviaram um fax para Tóquio e aguardam instruções;
os dois chineses abriram uma farmácia/bar/restaurante/lavandaria, e engravidaram a chinesa para lhes fornecer empregados para a loja;
os dois americanos estão a equacionar as vantagens do suicídio porque a americana só se queixa do seu corpo, da verdadeira natureza do feminismo, de como ela é capaz de fazer tudo o que eles fazem, da necessidade de realização, da divisão de tarefas domésticas, das palmeiras e da areia que a fazem parecer gorda, de como o seu último namorado respeitava a opinião dela e a tratava melhor do que eles, de como a sua relação com a mãe tinha melhorado e de que, pelo menos, os impostos baixaram e também não chove na ilha;os dois irlandeses dividiram a ilha em Norte e Sul e abriram uma destilaria. Eles não se lembram se o sexo está no programa por ficar tudo um bocado embaciado depois de alguns litros de whisky de coco. Mas estão satisfeitos porque, pelo menos, os ingleses não se estão a divertir;
quanto aos dois portugueses mais a portuguesa que também se encontram na ilha, até agora não se passou nada porque os dois portugueses resolveram constituir uma comissão encarregada de decidir qual dos dois homens seria autorizado a requerer por escrito o estabelecimento de contactos íntimos com a mulher. Acontece que a comissão já vai na 17ª reunião e até agora ainda nada se decidiu, até porque falta ainda aprovar as actas das 5 últimas reuniões, sem o que o processo não poderá andar para a frente. Vale ainda a pena referir que, de todas as reuniões: 3 foram dedicadas a eleger o presidente da comissão e respectivo assessor; 4 ficaram sem efeito dado ter-se chegado à conclusão de que tinham sido violados alguns princípios do código de procedimento administrativo; 8 foram dedicadas a discutir e elaborar o regulamento de funcionamento da comissão e 2 foram dedicadas a aprovar esse mesmo regulamento. É ainda notável que muitas das reuniões não puderam ser realizadas ou concluídas, já que 2 não continuaram por falta de quórum; 1 ficou a meio em sinal de protesto pelo agravamento das condições de vida e 5 coincidiram com feriados ou dias de ponte.»

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