Dia Mundial Das Zonas Húmidas
Hoje, 2 de Fevereiro, comemora-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas. Para minha estupefacção a Ria de Aveiro não aparece incluída na Lista de Zonas Húmidas de Importância Internacional que inclui 12 zonas húmidas portuguesas: Estuário do Tejo, Ria Formosa, Paul de Arzila, Paul de Madriz, Paul do Boquilogo, Lagoa de Albufeira, Estuário do Sado, Ria de Alvor, Lagoas de St. André e da Sancha, Sapais de Castro Marim, Paúl da Tornada e Paúl do Taipal. Alguém me sabe explicar porquê? |
Comments on "Dia Mundial Das Zonas Húmidas"
Muito simples, por questões políticas.
É pretendido que a Ria de Aveiro não faça parte da convenção de RAMSAR nem esteja abrangida por grandes convenções ambientais.
Aliás o cúmulo deste afastamento da Ria de tudo é visível também a nível nacional. Não sei se continua igual, mas há pouco tempo a Ria saiu da jurisdição do ICN (Instituto de Conservação da Natureza). Foi criado um Gabinete especial só para tratar da Ria. O chefe deste gabinete equivale a um director ou sub-director do ICN, ou seja é peixe graúdo na hierarquia da Administração Estatal.
Este Gabinete teve por certo dois objectivos
- esvaziar competências ao ICN e dar mais um passo para a sua morte ou reconversão para organismo tutelado pelo Ministério da Agricultura, logo sem a independência devia em relação à agricultura, pecuária, pesca, caça e outras actividades (a plantar batata é que os ecologistas estão bem, não é!?)
- garantir (in)depêndencia da Ria em termos de decisões políticas e técnicas em relação a qualquer outra entidade que não esse Gabinete, nomeado por confiança política
E perguntas tu que interesse tem isto tudo!? Basta olhar para os recentes desejos para a Ria como a Marina da Barra e outros empreendimentos turisticos (urbanisticos!?) e da indústria envolvente. Se a Ria estivesse ao abrigo de protocolos internacionais teria que obedecer a alguns padrões nomeadamente de poluição, o que forçosamente acarretaria uma reestruturação ambiental da indústria envolvente da Ria, e por certo a Marina seria algo impensável. E ainda há a questão da produção de peixes e bivalves na Ria...
Qualquer das formas não vejo como condenar isto, vivendo na economia de mercado o objectivo é o lucro, logo está a ser desenvolvido o processo ideal ara o obter da Ria. A protecção ambiental é apenas um capricho que não traz dividendos imediatos e visíveis.
Entretanto tenho andado afastado destas coisas e já nem sei se com as últimas alterações governativas o tal Gabinete ainda existe o não.
Nelson (não consigo fazer log in no Blogger)
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Está dificil comentar!!!!
Muito simples, por questões políticas.
É pretendido que a Ria de Aveiro não faça parte da convenção de RAMSAR nem esteja abrangida por grandes convenções ambientais.
Aliás o cúmulo deste afastamento da Ria de tudo é visível também a nível nacional. Não sei se continua igual, mas há pouco tempo a Ria saiu da jurisdição do ICN (Instituto de Conservação da Natureza). Foi criado um Gabinete especial só para tratar da Ria. O chefe deste gabinete equivale a um director ou sub-director do ICN, ou seja é peixe graúdo na hierarquia da Administração Estatal.
Este Gabinete teve por certo dois objectivos
- esvaziar competências ao ICN e dar mais um passo para a sua morte ou reconversão para organismo tutelado pelo Ministério da Agricultura, logo sem a independência devia em relação à agricultura, pecuária, pesca, caça e outras actividades (a plantar batata é que os ecologistas estão bem, não é!?)
- garantir (in)depêndencia da Ria em termos de decisões políticas e técnicas em relação a qualquer outra entidade que não esse Gabinete, nomeado por confiança política
E perguntas tu que interesse tem isto tudo!? Basta olhar para os recentes desejos para a Ria como a Marina da Barra e outros empreendimentos turisticos (urbanisticos!?) e da indústria envolvente. Se a Ria estivesse ao abrigo de protocolos internacionais teria que obedecer a alguns padrões nomeadamente de poluição, o que forçosamente acarretaria uma reestruturação ambiental da indústria envolvente da Ria, e por certo a Marina seria algo impensável. E ainda há a questão da produção de peixes e bivalves na Ria...
Qualquer das formas não vejo como condenar isto, vivendo na economia de mercado o objectivo é o lucro, logo está a ser desenvolvido o processo ideal ara o obter da Ria. A protecção ambiental é apenas um capricho que não traz dividendos imediatos e visíveis.
Entretanto tenho andado afastado destas coisas e já nem sei se com as últimas alterações governativas o tal Gabinete ainda existe o não.
quanto a tecnicidades não sei, mas vocês anteciparam-se ao assinalar de tão insigne data com a presença da Bellucci. E isso é de louvar.
Obrigado Nelson
Mas sabe... nada do que me diz me surpreende. Tenho aimpressão de que esta história da Ria de Aveiro e aa Marina da Barra ainda vai dar muito que falar. Conto consigo para o que der e vier.
Dificil comentar?!
Dificil comentar porque não conseguia fazer log in...
Quanto à Marina cá estaremos...