Dolo Eventual

David Afonso
[Porto]
Pedro Santos Cardoso
[Aveiro/Viseu]
José Raposo
[Lisboa]
Graça Bandola Cardoso
[Aveiro]


Se a realização de uma tempestade for por nós representada como consequência possí­vel dos nossos textos,
conformar-nos-emos com aquela realização.


odoloeventual@gmail.com


Para uma leitura facilitada, consulte o blogue Grandes Dramas Judiciários

Visite o nosso blogue metafísico: Sísifo e o trabalho sem esperança

O Dolo Eventual convida todos os seus leitores ao envio de fotografias de rotundas de todos os pontos do país, com referência, se possível, à sua localização (freguesia, concelho, distrito), autoria da foto e quaisquer dados adicionais para rotundas@gmail.com


Para uma leitura facilitada, consulte o blogue As Mais Belas Rotundas de Portugal


Powered by Blogger


Acompanhe diariamente o Dolo Eventual

segunda-feira, julho 31, 2006

Vouyerismo fiscal

É assim que se faz num país de parcos recursos, onde ainda por cima quase toda a gente se comporta como se continuasse a viver numa aldeia e quer à viva força saber da vida dos outros.
Num país de parcos recursos o ministro das finanças assume o papel de Robin dos Bosques e revela (com recurso à tecnologia) as maldades, a corrupção e os vícios privados de cada um desses Príncipes João e Xerifes de Nothigham que abundam pelo país.
Convenhamos que para o comum dos mortais que não consegue (porque se conseguisse...) fugir aos impostos, é escandaloso que apenas 290 contribuintes particulares e colectivos, possuam a estrondosa divida de 130 milhões de Euros.
Sim, é quase tão escandaloso como a divida do Estado aos sub-sistemas de saúde, só para mencionar um dos aspectos em que o Estado é mau pagador.
Nesta lista não constam nomes sonantes dos grandes grupos financeiros e talvez por isso a comunicação social se prepare para perante a crucificação pública destes 290 contribuintes, os fazer ascender a mártires do sistema.
O que realmente me entristece é que o "meu" Estado se demitiu de fazer aquilo que lhe competia e passou a permitir que amanhã na paragem do autocarro e nas estações de comboio os portugueses continuem a alimentar o seu vouyerismo para com os demais e nunca para com o seu próprio umbigo.

Comments on "Vouyerismo fiscal"

 

post a comment