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segunda-feira, janeiro 29, 2007

E vão dois...

Comments on "E vão dois..."

 

Blogger FORMIGA BARGANTE said ... (janeiro 30, 2007 3:15 da tarde) : 

Meu caro José Raposo

Por favor não misture alhos com bugalhos.

A Festa da Música era um acontecimento sério, feito por gente séria, e que foi muito mau ter acabado.

A Experimenta é a Feira Popular do design.(sem ofensa para a ex-Feira Popular, que era genuina e feita também por gente séria).

No meu blogue abordo questões que deveriam estar na preocupação de todos nós.

Mas pelos vistos não estão.

Só para lhe fazer uma "pequena provocação": pergunte aos seus amigos, conhecidos e etc. qual o nome que associam à Festa da Música.
E em seguida, qual o nome que associam à Experimenta.

Não dá para pensar?

Cumprimentos

P.S. - E já vão oito milhões de euros enterrados na Experimenta.
Com que resultados?

 

Blogger FORMIGA BARGANTE said ... (janeiro 30, 2007 3:24 da tarde) : 

Adenda, meu caro José Raposo

Se mo permite, gostaria de lhe recomendar o link para a EYE MAGAZINE, que encontrará no meu blogue com data de ontem, para ficar com uma melhor ideia da percepção que existe "fora de portas" da Experimenta.

Devo acrescentar que a EYE MAGAZINE é uma prestigiada revista inglesa dedicada ao design, e que não se "deixa comprar" por viagens, estadias pagas e "pocket money" pagas pelas Experimentas deste nosso planeta.

 

Blogger José Raposo said ... (janeiro 30, 2007 4:11 da tarde) : 

Formiga, peço-lhe que tb não misture alhos com bugalhos. Não podemos confundir os eventos com a opinião pessoal que temos deles, não podemos confundir o seu impacto (ou não) com o nosso próprio gosto pessoal.

Para muito boa gente a Festa da Música é totalmente irrelevante e apenas serve para ocupar uns tios queques de cascais com pretensões a intelectuais, mas sem muito tempo livre. E isso não invalida a sua virtude.

O problema está em que um determinado evento que tinha o seu público, com o qual se envolviam diversas entidades públicas e privadas (recordo que na ultima edição um operador móvel se envolveu directamente no patrocínio do evento) terá de ter algum valor para a cidade independentemente de gostarmos ou não dele ou independentemente dos críticos gostarem ou não dele.

Mas dou de barato que se possa considerar a Experimenta Design uma coisa elitista sem sequer ter pretensões de algo particularmente inovador. Mas o problema reside em que se o evento é mau, deveria aos poucos ter sido substituído por eventos melhores e o que aconteceu foi que nem este nem nenhum outro. E ficamos sem saber se a CML ao cancelar o valor anteriormente acordado, se o faz por uma questão relacionada com a qualidade do evento ou o faz arbitrariamente.

Ora o evento não é perfeito. Tudo bem, não será e terá diversos problemas de organização. Mas por exemplo e de acordo com o link que deixa para a Eye Magazine é referido que uma das pessoas envolvidas é precisamente um antigo editor dessa revista. Parece-me que isso pode indiciar a tentativa de credibilizar o evento.

 

Blogger FORMIGA BARGANTE said ... (janeiro 30, 2007 7:20 da tarde) : 

Meu caro José Raposo

Vou tentar ser ainda mais claro. Quer no meu blogue quer nos comentários aqui publicados, creio que não encontrará qualquer tipo de referência quer à qualidade da ExperimentaDesign, quer quanto às pessoas que a integram.

Aquilo que eu defendo é uma cultura de rigor e de análise de custos/resultados.

E, segundo a sua Presidente, já foram investidos na ExperimentaDesign mais de oito milhões de euros, ou seja, mais de um milhão e seiscentos mil contos pela moeda antiga.

Agora que tanto se fala do “assassinato” deste mega evento, creio que não será desajustado procurar efectuar o balanço das quatro bienais realizadas,

Com oito milhões de euros investidos, qual foi o reflexo no mundo do design nacional desta Bienal?

Quantos criadores foram, directa ou indirectamente, beneficiados pela sua realização?

Em termos de imagem da Experimenta e de Portugal, quais foram os resultados obtidos na divulgação/consolidação dessa mesma imagem?

Estas e muitas outras perguntas deveriam estar a ser feitas nesta altura, para todos podermos ter a percepção da dimensão do “assassinato”.

Portanto, meu caro José Raposo, não se trata de elitismos, gostos pessoais, inovação ou o que pretender acrescentar.

A pergunta que eu gostaria de vêr respondida é:

Quais foram os resultados obtidos com este investimento?

Não acha que oito milhões de euros justificam a pergunta?

Cumprimentos

Fernando Gonçalves

 

Blogger José Raposo said ... (janeiro 31, 2007 10:36 da manhã) : 

Caro Fernando,

Estamos a falar de coisas diferentes e nem sempre quando escrevemos e nos comentamos uns aos outros temos as mesmas perspectivas sobre os assuntos.

Claro que oito milhões justificam a pergunta. O Fernando segundo me parece tem conhecimentos técnicos na área e coloca questões às quais eu não vou poder responder, pois não faço ideia se este evento está ligado a uma cultura de rigor, nem estou em condições para fazer uma análise custos/resultados.

Ainda assim não sabemos se esta foi a razão do cancelamento do apoio da CML porque alguém se esqueceu de explicar as razões.

A perspectiva que eu posso analisar e de certa forma a única que abordei no post, está relacionada com a utilidade para a cidade deste tipo de eventos, do ponto de vista do consumidor. Eu e as pessoas que habitam em Lisboa podem não saber se a Experimenta Design é um grande marco no desenvolvimento do design português. Eu e outros apenas sabemos que é um evento onde o design nas suas diferentes vertentes é abordado e sem ele grande parte dos lisboetas não terá contacto com qualquer realidade do género.

Espero ter sido claro sobre o meu ponto de vista.

Cumprimentos

 

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