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segunda-feira, abril 02, 2007

Classes A e B

Comments on "Classes A e B"

 

Anonymous Pedro Rocha said ... (abril 03, 2007 3:35 da tarde) : 

Olá,

Por coincidência hoje decidi vir passear um pouco pela Blogosfera, e encontrei este Blog.
Mais uma vez por coincidência este Blog faz referência a "um activista" do Projecto Raízes.

Em primeiro lugar, queria deixar claro que não me incomoda a forma como fui classificado. No entanto não concordo.
Tanto não sou activista como o Projecto Raízes, não é um projecto de intervenção.
É sim um projecto empresarial, que visa implementar, um negócio sim, sustentável e ecológico.

Em segundo lugar queria discordar plenamente de ter admitido que o alvo de mercado é a classe média-alta.
Aquilo que foi dito é que muitos dos portugueses de classe média que dizem não ter possibilidades de comprar produtos biológicos não a têm porque dão mais valor ao carro, à casa e às férias do que à sua saúde e bem estar.

O Mercado alvo é a população inteira.
Recorde que também disse que um dos objectivos é tornar os produtos biológicos mais baratos, para que estes possam chegar a mais gente e para que não se faça dos produtos BIO algo só acessível aos mais afurtunados.
Até fiz uma comparação com a situação que se vive no pais com os dentistas. Os ricos têm dentes tratados e os pobres não, porque é demasiado caro e a segurança social não comparticipa.

De resto não tenho reparos

 

Blogger David Afonso said ... (abril 03, 2007 6:01 da tarde) : 

Olá Pedro,

Tenho de lhe dar razão: o Projecto Raízes é essencialmente um projecto empresarial. Mas há-de concordar comigo que terá também uma componente de genuino activismo (o só lhe fica bem)). Sabe que tenho algumas reservas quanto à vaga de produtos BIO, por três motivos: 1) Pela apropriação que o mercado tem vindo a fazer de tudo quanto tem a ver com a imagem "Verde" (por exemplo, há qualquer coisa de pornográfico numa parceria EDP/Quercus, não acha?); 2) Porque o mercado BIO é, de facto, um mercado limitado que mais do que alimentar bocas, alimenta consciências; 3)Duvido que a agricultura BIo consiga dar resposta às necessidades globais, a essa maré de pobreza e faminta que é, quanto a mim, o problema ambiental do século.
No entanto, acredito que vale a pena pensar na microprodução, sobretudo em contexto urbano, e acredito que a agricultura alternativa tem grande utilidade como exercício de pressão sobre o mercado contribuindo para uma mudança necessária na produção industrial de bens alimentares.

 

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