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2. As crianças são omnipresentes. Estão por todo o lado: junto à ria, na Plaza Nueva, na Gran Via, quase sempre acompanhadas pelos avós. Na altura pensei que o País Basco devia ter uma taxa de natalidade acima da média, mas – uma vez feitas as devidas averiguações – constatei que não. Bem antes pelo contrário: os bascos têm uma das taxas de natalidade mais baixas do mundo! Em Portugal a taxa de natalidade está na casa do 10,5 por mil habitantes, ligeiramente a baixo do total de Espanha, que se situa nos 10,9. Ora, qual é a taxa de natalidade do País Basco? 8,4 por mil habitantes! (olhando para estes dados e tendo em consideração a pujança económica daquela região espanhola, atrever-me-ia a afirmar que se trata, já num futuro próximo, de um destino migratório muito apetecível, especialmente para a mão-de-obra qualificada...).
Mas então como explicar esta canalhada toda? Ocorrem-me quatro possibilidades: 1) Talvez 2005/2006 tenham sido anos particularmente produtivos para os casais bascos; 2) Ou este crescimento infantil já tenha a ver com a importação de mão-de-obra do resto do país (e não só); 3) Ou existe uma política local bem implantada de apoio à natalidade e à educação; 4) Ou os bascos, pura e simplesmente, são uns exibicionistas que gostam de mostrar a toda a gente as suas pequenas preciosidades. O mais natural é que a solução para o enigma tenha a ver com todas estas possibilidades. Inclino-me para a hipótese de a terceira possibilidade ser particularmente relevante. Não é por nada, mas a quantidade de parques-infantis e campos de jogos que existem nesta cidade, denota um cuidado muito grande para com as famílias e para com as crianças, cuidado esse que não vejo, por exemplo, na minha cidade, no Porto (desafio alguém a nomear pelo menos três parques infantis no centro da cidade...). E reparem que as autoridades municipais não têm qualquer problema em instalar parques infantis em qualquer parte da cidade. Há um espaço livre junto a um quarteirão residencial? Parque nele!
"cuidado esse que não vejo, por exemplo, na minha cidade, no Porto".
O problema não é o Porto, é o país.
Esteja atento à apresentação, no próximo dia 22, do plano para a "dinamização da Baixa/Chiado", em Lisboa, e verificará que as crianças (ou as famílias) não contam.
Betão e mais betão, isso sim, é que conta.
Afinal onde é que estão os "euricos"?
David Afonso said ... (setembro 04, 2006 4:20 p.m.) :
Amiga formiga :)
Tem razão. Só me refiro ao Porto pq é aquela cidade que melhor conheço. Todavia, acredito que haja algumas excepções como a minha outra cidade: Aveiro. Apesar de ainda haver muito que fazer esta cidade parece ser um dos melhores espaços urbanos do país para se viver. Muita área verde e bastantes parques infantis e de recreio. Vamoslá ver se não se estragam. Caso até ao dia 22 me esquecer do plano de dinamização Baixa/Chiado dê-me um toque. Gostaria de comparar com o masterplan para a baixa do Porto.
Comments on "Apontamentos de Bilbao II"
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formiga bargante said ... (setembro 04, 2006 3:20 p.m.) :
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David Afonso said ... (setembro 04, 2006 4:20 p.m.) :
post a commentMeu caro David Afonso
"cuidado esse que não vejo, por exemplo, na minha cidade, no Porto".
O problema não é o Porto, é o país.
Esteja atento à apresentação, no próximo dia 22, do plano para a "dinamização da Baixa/Chiado", em Lisboa, e verificará que as crianças (ou as famílias) não contam.
Betão e mais betão, isso sim, é que conta.
Afinal onde é que estão os "euricos"?
Amiga formiga :)
Tem razão. Só me refiro ao Porto pq é aquela cidade que melhor conheço. Todavia, acredito que haja algumas excepções como a minha outra cidade: Aveiro. Apesar de ainda haver muito que fazer esta cidade parece ser um dos melhores espaços urbanos do país para se viver. Muita área verde e bastantes parques infantis e de recreio. Vamoslá ver se não se estragam.
Caso até ao dia 22 me esquecer do plano de dinamização Baixa/Chiado dê-me um toque. Gostaria de comparar com o masterplan para a baixa do Porto.