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Mandei um aluno escrever um diálogo entre um empirista e um racionalista, dando-lhe a liberdade total para escolher interlocutores. Pois bem, este escolheu Paulo Portas para representar o ponto de vista do racionalismo e o Noddy para o empirismo. O diálogo em si não tem nada digno de nota, a exposição dos argumentos é linear e previsível. Na verdade, os personagens poderiam ser outros quaisquer que nada alterava ao texto. O único ponto de interesse é a convocatória de um político e de um boneco para desempenharem tão árida tarefa como a de discutir a questão da origem do conhecimento. Fiquei por ali a cismar naquilo: será que para esta geração de adolescentes as fronteiras entre as coisas estarão assim tão difusas? Afinal de contas são ambos produtos da televisão e, diria até, de entretimento. Sabem lá eles diferenciar um Portas de um boneco animado! Bom, mas admito que possa ter sido um pouco injusto. Talvez, quem sabe?, o meu aluno seja senhor de uma fina capacidade de análise política e o que ele queria dizer subliminarmente é que há muita boa gente no CDS a cantarolar: «Abram alas pró Portas! PORTAAASS!! Trálálálá…»
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