Quem vem com Nobre?
Não me choca particularmente ter um Presidente que é simultaneamente líder de uma organização internacional de assistência humanitária em cenários de crise. Houve para ai um candidato a fincar pé na sua distância dos partidos e nas suas propriedades suprapartidárias e que até foi eleito, por isso não é razoável que critiquemos um candidato genuinamente suprapartidário, que até se define como apartidário, precisamente por ele não estar manchado pelo pecado original da política. Pelos vistos os portugueses consideram haver mercado para este tipo de candidaturas. Até mesmo Alegre ensaia muitas vezes o discurso do suprapartidarismo para encenar a sua recandidatura a Belém. Realmente esta candidatura não facilita a vida à esquerda. Mas também reconheçamos que em principio não se trata de uma candidatura de esquerda, a confiar no pressuposto da sua independência em relação a partidos, mas sim uma candidatura em que muita gente de esquerda se possa rever. Mas como em relação à independência do actual inquilino de Belém, só se deixa enganar quem quiser. Se hoje à noite no Padrão dos descobrimentos (que simbólico…) assistirmos ao nascimento de uma campanha já perfeitamente estruturada com resposta às questões que inquietam os portugueses, com recurso à mais fina-flor do marketing político em vez de uma campanha de valores em que esta candidatura parece querer inspirar-se, então saberemos que Nobre não está sozinho. Etiquetas: Política Nacional, Presidenciais2011 |
Comments on "Quem vem com Nobre?"
Gostei muito do artigo.