O Dolo Eventual convida todos os seus leitores ao envio de fotografias de rotundas de todos os pontos do país, com referência, se possível, à sua localização (freguesia, concelho, distrito), autoria da foto e quaisquer dados adicionais para rotundas@gmail.com
Depois do Magalhães que mostrava jovens de olhos arregalados quase zombies mas mais limpinhos, com uma farda de escola modelo, nada melhor de que pôr jovens a mostrar a cremalheira que claramente não precisa de qualquer tratamento significativo, para anunciar o Cheque dentário. O importante é haver cada vez mais crianças felizes, esbugalhadas e sorridentes.
Mundo masoquista: estudo revela que pagar impostos gera sentimentos de felicidade e satisfação.
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Depois de Cavaco Silva indultar foragido da lei, serial killer que cometeu nove homicídios [e é suspeito de muitos mais] é seleccionado para poder integrar juri em Tribunal estadunidense.
Esta semana, aproveitando o bom tempo, escolhi de novo a CP para me deslocar para o escritório de estágio. Durante cerca de ano e meio foi o comboio o meu condutor e companheiro de viagem. O eleito é de novo o suburbano que pára em média, de 5 em 5 minutos. Até aqui tudo bem porque é um pequeno preço a pagar pelo ainda mais pequeno custo da viagem, € 2,00 actualmente para o trajecto Aveiro/Porto ou, cerca de € 1,00 se tiver o passe mensal. Claro que, por este valor, os passageiros da CP não têm direito a casa de banho neste modesto comboio. Ainda assim, não era por este motivo que eu me recordava de ter abandonado tão fiel amigo. Também não terá sido pelas muitas conversas disléxicas ou entediantes que os ouvidos não podiam deixar de ouvir logo de madrugada ou pelas centenas de telemóveis a gritar. Se não era por tudo isto ou por nada disto, vinha-me constantemente à cabeça a frase “ é fácil, é barato e dá milhões” . Ora de facto este meio é fácil de utilizar e barato mas, aqui é que a memória se avivou, dá dores de cabeça e não milhões. Aquela banda sonora do inferno, a musica instrumental com ritmos alucinantes e desconcertados que sai dos poros daquele comboio e entrou nos meus. Estou a falar de 4 ou 5 músicas, não mais, que rodam incansavelmente durante uma hora dentro daquele espaço e já é assim pelo menos há dois anos e meio. Aquilo assemelha-se em tudo a uma lavagem cerebral porque me recordo de ter sempre aquele autêntico chinfrim na minha cabeça o dia todo e até a zumbir durante a noite. Que mistério macabro impede quem quer que seja de mudar esta “cassete”. Nem o PCP é tão repetitivo senhores. Bom, o certo é que só de estar agora a pensar e a escrever isto, já tenho involuntariamente aquele zumbido. Não me curei durante a ausência do comboio, receio necessitar de tratamento especializado.
Cientistas alemães desenvolveram um super-comprimido para evitar a flatulência do gado. O objectivo é reduzir a emissão de gás metano, contribuindo assim para a redução do aquecimento global. [Link]
Na semana passada foi a sentida homenagem à velha garrafa da Carlsberg. Esta semana, as minhas memórias recuam ainda mais. Recuam até ao tempo em que todos os natais recebia, entre outras prendas, um Kispo trivcolor: azul, branco e vermelho. Aliás, todos nós eramos então corridos a Kispo (e olhem que somos 10 irmãos). Esses fantásticos casacos eram uma espécie de imagem de marca da família e tinham essa estranha propriedade de durarem precisamente um ano, isto é, de um natal ao outro. Apesar da popularidade, esta marca nacional entrou em coma e quase desapareceu. No entanto, acabou por ser relançada há pouco tempo. Já fui a visitar na loja do Bom Sucesso. O incrível logo sobrevive, mas a Kispo já não é o que era. Também já não estamos nos 70 nem nos 80 e já nem jogo futeboladas em campos cobertos de geada com amigalhaços da escolinha. A vida não está para Kispos...
Ontem à noite sonhei com a Carlsberg. Sentado à mesa de uma pastelaria manhosa lá da terra, debitava algumas opiniões com os velhos amigos. Não sei do que falava (raramente sei, dizem os meus detractores) e de quem estaria presente, mas também não é isso que interessa porque o centro do sonho era a belíssima garrafa de Carlsberg - castanha e dourada - que durante muito tempo deu corpo à cerveja dinamarquesa. Que diabo terá pela cabeça dos gestores da marca para mudarem a garrafa para verde? Ali dentro nenhuma cerveja é feliz...
PS1: Não consigo encontrar qualquer fotografia desse modelo de garrafa. Se alguém tropeçar numa poderia, por delicadeza, me a enviar? É que agora já nem tenho bem a certeza se elas existiram ou se terei sonhado...
PS2: Graças à Cláudia descobri um exemplar das míticas garrafas de Carlsberg. Digam lá: alguma vez tem comparação com aquelas coisinhas anémicas que a vieram substituir? Isto é tudo glamour e sensualidade.
15:54 . Em frente do Carolina Michaelis um grupo de operários abre mais um buraco. Nada de anormal se não fosse a banda sonora escolhida para amenizar o esforço bruto: «Abram alas pró Noddy, Noddy! Tralalalalaaaa.....». E nem sequer era esta versão!