Dolo Eventual

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[Aveiro]


Se a realização de uma tempestade for por nós representada como consequência possí­vel dos nossos textos,
conformar-nos-emos com aquela realização.


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segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Não é desta

Seja apoiado por quem for, não é desta que vamos ter um Presidente da República vindo de fora da cena politica.
Pode alimentar-se páginas e páginas de jornais sobre o suposto apoio ou apadrinhamento de Soares a Nobre só para irritar o Alegre e lançar a confusão no PS, mas apesar de todas as teses de conspiração que envolvem Soares sempre muito apetitosas, esta (a ser verdade), não tem pernas para andar.
Fernando Nobre tem os seus méritos, que não estão em causa, e é uma figura muito interessante no charco particularmente lamacento das figuras públicas nacionais, mas não tem estaleca para isto.
O candidato ainda não percebeu bem onde se foi meter e vai lamentar o dia em que teve esta ideia de cidadania de querer ameaçar a coutada particular dos políticos. Se Soares está mesmo por trás desta candidatura, continua a demonstrar um discernimento particularmente mau que o tem acompanhado nos últimos anos.

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sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Quem vem com Nobre?

Não me choca particularmente ter um Presidente que é simultaneamente líder de uma organização internacional de assistência humanitária em cenários de crise.
Houve para ai um candidato a fincar pé na sua distância dos partidos e nas suas propriedades suprapartidárias e que até foi eleito, por isso não é razoável que critiquemos um candidato genuinamente suprapartidário, que até se define como apartidário, precisamente por ele não estar manchado pelo pecado original da política.
Pelos vistos os portugueses consideram haver mercado para este tipo de candidaturas. Até mesmo Alegre ensaia muitas vezes o discurso do suprapartidarismo para encenar a sua recandidatura a Belém.
Realmente esta candidatura não facilita a vida à esquerda. Mas também reconheçamos que em principio não se trata de uma candidatura de esquerda, a confiar no pressuposto da sua independência em relação a partidos, mas sim uma candidatura em que muita gente de esquerda se possa rever.
Mas como em relação à independência do actual inquilino de Belém, só se deixa enganar quem quiser. Se hoje à noite no Padrão dos descobrimentos (que simbólico…) assistirmos ao nascimento de uma campanha já perfeitamente estruturada com resposta às questões que inquietam os portugueses, com recurso à mais fina-flor do marketing político em vez de uma campanha de valores em que esta candidatura parece querer inspirar-se, então saberemos que Nobre não está sozinho.

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Execuções públicas

Dispare-se em todas as direcções. Ataque-se toda a gente que alguém acabará por cair na lama.

Paulo Baldaia desmente "Sol"

O director da TSF nega que estivesse para ir para a TVI e afirma que mal conhece Rui Pedro Soares.

ExpressoOnline

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Isto está bom demais

Isto está bom demais, para eu estar aqui sossegado armado em observador.
O Primeiro-Ministro insulta o Presidente em conversa privada com arguido de processo de sucatas que ainda não o era.
Sucateiro suborna, alegadamente, vários gestores públicos rosa para o tratamento da dita sucata e tudo acaba por afinal redundar na responsabilidade política de um primeiro-ministro ,responsável por um plano do qual aparentemente nunca falou, mas que motivou outros leais funcionários rosa a executar.
Pelo meio o pobre das sucatas apodrece em preventiva. Os outros todos de fora juram a sua inocência à mesa de uns robalinhos. O alentejano sente-se encornado, o jovem gestor jura limpar a honra e a PT revela-se como aquilo que sempre foi, um instrumento.
O Noronha afirma que as 12 escutas ao primeiro estão feridas de nulidade porque ninguém lhe pediu autorização para ouvir o primeiro e ignora o conteúdo. O Monteiro mete os pés pelas mãos, diz que por ele se divulgava e depois quer destruí-las, diz que não há lá crime contra o estado de direito, mas acaba por dizer que isso de influenciar jornalistas não prejudica o estado e é até uma velha estratégia...
Depois vêm os chutos na bola (ou o barro à parede,) com figos de notícias que variam entre subornos (ou contratos) entre 750.000€ e 150.000€, através da escolinha ou da offshore.
Os blogues, responsáveis há bastante tempo de muito o que vai aparecendo nos jornais, vão ficando em cheque e o Galamba já parece o pivot da informação do governo, pelo menos a ter confiança no tal do Santos que afinal parece que era Abrantes. É também pela blogosfera que os directores de jornais (a reserva moral da nação) começam a atacar caixas de comentários quando não gostam do que lêem. Afinal há mais gente a tentar pressionar por onde pode, enquanto o negócio das t-shirts floresce...
Por estas e por outras razões vou ocupar-me um bocadinho por aqui enquanto me for humanamente possível, sem qualquer compromisso de permanência.

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quinta-feira, outubro 15, 2009

A ERC é disparatada

Como ontem muito bem exploraram os grandes esmiuçadores da nação, a ERC condena o fim de um jornal quando ainda há muito pouco tempo lhe criticava os critérios editoriais, sem que haja nesta decisão um vislumbre de uma decisão informada sobre o processo de cancelamento do jornal.
A ERC diz que é ilegal mas não se percebe como pode ser ilegal o cancelamento de um programa semanal, de uma redacção que continua a trabalhar todos os dias em vários noticiários e num canal dedicado a notícias, se apenas um número residual de jornalistas é afectado e não a linha editorial. Tudo bem, até pode ser contrário à lei porque essa decisão apenas poderia ter sido tomada pela direcção de informação, mas a ERC limita-se a analisar os resultados produzidos e não as causas.
É como se a ERC dissesse ao mesmo tempo que todos os meios de comunicação social estão vedados da possibilidade de ajustes ou reestruturações internas, mas que quando elas acontecem não há mesmo nada que se possa fazer.
O que gostávamos de saber era se a ERC tinha encontrado influência política na decisão e que ela se revestia de um forte condicionamento à liberdade editorial do órgão de comunicação social e não a substituição de uma jornalista individual, e isso a ERC não fez, mas tb não justifica porque não fez até porque nos informou que vai fazer…
E assim, o que novamente gostaríamos de saber era se tentou saber, que meios afectou a esta investigação e que obstáculos encontrou já que nada destas conclusões parece ser muito claro.

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terça-feira, outubro 13, 2009

Complexo de inferioridade

Quem anda por aí a criticar e a assinar petições por causa do vídeo da Maitê Proença só pode estar a brincar, não é? É que só pode. Não é imaginável que alguém possa ficar mesmo ofendido ou incomodado por haver portas em Portugal com o número ao contrário ou supostos técnicos de informática que não sabem o que fazem
Eu conheço vários nessas condições, para além que destacar números colocados ao contrário numa porta é o que de mais leve se pode dizer das aberrações existentes neste país.
Deixem lá de ser pequeninos e mesquinhos e não tenham um cérebro do tamanho de uma ervilha. Abram um pouco as vossas vistas e lembrem-se que muitas vezes disseram que as francesas são porcas e não tomam banho, mesmo que provavelmente nunca tenham estado ao pé de uma francesa. Isso sim talvez ofenda alguém.
Deixem de pensar em termos de império colonial, até porque se não se lembram eu recordo, o império acabou... get over it...

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segunda-feira, outubro 12, 2009

Balanço

O balanço não é fácil de fazer, dependendo do jeito que dá a cada lado da barricada é possível interpretar os resultados como uma vitória.
De qualquer forma aquilo que inicialmente se previa, e que era uma derrota clara do PS nas autárquicas não se verifica, tendo o PS aguentado bem o embate e tendo mesmo crescido em todos os parâmetros que possam ser analisados.
O PSD consegue, por razões conjunturais, o maior número de câmaras e de juntas como se previa. Mas fica longe do resultado que Manuela Ferreira Leite pretendia para se poder manter na liderança do PSD até Maio.
O CDS desaparece em termos autárquicos nas coligações com o PSD, mas deverá ter menos eleitos em virtude de o PSD em coligação com o CDS ter obtido menos câmaras do que no passado.
A CDU consegue manter a influência na zona onde é costume eleger autarcas, mas perde mandatos e câmaras para o PS. Algumas relativamente surpreendentes como Beja. Mesmo assim consegue aumentar o número de votos em alguns locais embora a nível nacional os tenha reduzido. Neste caso especifico das autárquicas a CDU consegue manter o lugar de terceira força nacional.
Já a terceira força nas legislativas foi a grande derrotada da noite. O Bloco não consegue mais do que reeleger a autarca que em determinada altura lhe veio cair às mãos e não consegue eleger vereadores em Lisboa e no Porto como tinha por objectivo. Em termos totais de votos no país o Bloco foi inclusivamente ultrapassado pelos votos dos movimentos de cidadãos, tendo ficado em sétimo lugar, conseguindo um aumento muito pouco significativo no total de votos e mandatos em relação a 2005.
Amanhã haverá interpretações para todos os gostos, mas a única duvida é saber quando será a noite das facas longas no PSD.

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Vitória sofrida ou talvez não

Outra vitória sofrida, a de António Costa que ainda assim parece conseguir a maioria absoluta. Se calhar não foi assim tão sofrida, mas o precedente de 2001 e o efeito Santana a juntar à inexplicável demora em conseguir-se os resultados de algumas freguesias, adensaram o suspense e arrastaram estas declarações para o final da noite.
Costa ganha porque mereceu ganhar, tendo em conta os dois últimos anos em que muito se esforçou por pôr ordem numa casa que encontrou de rastos.
Além disso, reuniu-se das pessoas certas para Lisboa ter ideias novas e não ter mais do mesmo dos últimos anos de desgoverno Santana / Carmona.

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Vitória sofrida

A vitória anunciada agora por Manuela Ferreira Leite só pode contrastar com o ambiente daquela sala...
O PS ganha em número total de votos, em número de mandatos e sozinho consegue ter mais câmaras que o PSD a concorrer sozinho. É dificil alimentar as bases com resultados como este.

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O direito à ponderação

Afinal vai andar por aí a ponderar, o tacho de vereador se calhar não é atractivo e como agora está garantido sempre se pode fazer uma perninha no Partido e se correr mal lá se volta para a câmara.
Este comportamento é uma falta de respeito para todas as pessoas que acabaram de votar nele.
Pode ser que Pedro Granger também lá esteja na próxima candidatura, seja ela qualquer for. Afinal são quase sempre os mesmos...

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Agora é claro

António Costa vence Lisboa, mas a eleição esteve em risco até agora.
Santana consegue uma votação expressiva. Não é aceitável que este sujeito sem um plano, sem uma estratégia, capitalizando uma agenda oportunista que fala em TGV, em pontes, aeroportos e contentores, temas já batidos em eleições legislativas e em que muito pouco a câmara pode condicionar, consiga esta votação absurdamente grande para um politico que se contenta com qualquer cargo em qualquer buraco, fazendo habitualmente o que está a fazer neste momento. O menino guerreiro tenta explicar como foi vitima mais uma vez de um conluio de interesses para dar pontapés na incubadora.
Santana marca sempre pontos por atirar para ar a ideia de mais uns túneis, umas obras emblemáticas, umas festarolas e uns casinos e como o povo se engana com papas e bolos vai conseguindo sempre boas votações.
No discurso de Santana há sempre uma manipulação. Dentro e fora do seu partido, mas em que ele consegue sempre acabar prejudicado, mas com um tachinho que vai dando para pagar as contas.
É muito triste...

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domingo, outubro 11, 2009

Momento dejá vu

Em Lisboa isto começa a parecer demasiado com 2001...

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Não é apenas uma questão de interpretação

Os canais têm vindo a apresentar 15 vitórias conseguidas em coligação distintas entre PSD, CDS-PP, MPT, PPM e mais alguém que não me consigo recordar agora, como sendo vitórias do PSD. O que naturalmente não está correcto.

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O outro Portas

Aquele que afinal não tem lições para dar a ninguém, que é humilde e reconhece que o CDS-PP tem dificuldades em termos autárquicos.

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O outro Louçã

Aquele que afinal não tem lições para dar a ninguém, que é humilde e reconhece que o Bloco está ainda a aprender em termos autárquicos.

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E ainda no PSD

A vitória que todos os jornalistas diziam ainda em Setembro ser obviamente para o PSD, parece que pode não ser bem como se esperava.
O PS consegue roubar muitas câmaras ao PSD e em termos de votos totais vai à frente. Além disso torna-se insustentável a permanência de Manuela Ferreira Leite até ao fim do seu mandato se Moita Flores que se lhe opôs ganhar com a maioria expressiva que se prevê e se as suas apostas pessoais em Leiria e em Lisboa perderem como também se está a prever.

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A hora das perdedoras

Ana Gomes e Elisa Ferreira a fazerem o seu acto de contrição. Resta saber se vão voltar para Bruxelas ou se ficam por cá, nos mandatos de vereador que acabam de conquistar.

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1ª leitura nacional

A CDU foi prejudicada pela proximidade com as legislativas. A culpa em Lisboa é dos jornalistas terem favorecido uma bipolarização inexistente e o PS faz acordos secretos com o PSD para combater a imparável força comunista em Beja...

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PSD

Manuela ainda não falou mas começam a perfilar-se os candidatos à sua substituição.
Passos Coelho ganhou a Assembleia Municipal de Vila Real e lançou os dados para o futuro. Menezes terá ganho com larga maioria absoluta e faz um discurso contra o primeiro-ministro...

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Amadora

Apesar de ser aqui perto não conheço bem a realidade da Amadora, que certamente não se resumirá às proximidades da estação.
Ainda assim, Joaquim Raposo (que não é meu familiar) parece que vai confirmar uma nova vitória com maioria absolutíssima…A CDU nunca mais voltou a ser o que era neste concelho.

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Eu é que sou...


Muito bem lembrado por Daniel Oliveira no Arrastão, junto com um comentário sobre a estratégia autárquica do Bloco...

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Na RTP



Na RTP contínua o delírio fetichista pelas inovações tecnológicas mesmo que elas já tenham quase 8 anos.
Para quando um cameraman pendurado do tecto com aqueles cabos do Cirque du Soleil, com um cinto de gadgets que o José Alberto Carvalho utilizará em várias fases da noite eleitoral, baixando o cameraman com um toque no visor digital.

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Um dia chegamos lá

Um dia vamos conseguir correr com esta gente. Os Felgueirenses estão de parabéns pela opção democrática que demonstraram ter hoje, correndo com alguém que lhes deu sempre uma projecção mediática pelas razões erradas.
Correndo com alguém que teve sempre a suprema arrogância de achar que os felgueirenses estariam sempre ao seu lado, independentemente das circunstancias.
Correndo com alguém que sempre demonstrou uma total falta de cultura democrática e respeito pelos demais.
Pena que o eleitorado de Oeiras e Gondomar não tenham feito o mesmo.

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Sintra

"Sintra continuará a ser um município de afectos" palavras de Fernando Seara que certamente renovará a vitória de 2005 e que se aproxima da maioria absoluta. Expressão de Seara que honestamente eu não faço ideia do que significa e julgo que grande parte dos munícipes deste concelho também desconhece o significado, muito embora lhe tenham dado os seus votos.
Sintra continuará mais quatro anos com uma politica de aparências, de canteiros de relva ajardinados, de obras vergonhosamente apropriadas pelo Presidente de Câmara quando para elas nada contribuiu, de obras pagas por outros mas fechadas durante mais de um ano por responsabilidade da câmara para que o Presidente as pudesse inaugurar há duas semanas, de obras canceladas por incapacidade da câmara para agora o Presidente se poder arrogar ao direito de dizer que a câmara as pagará quando as recusou no passado.
Mas Sintra terá também de sobreviver com toda uma nova geração de Presidentes de Junta desta coligação de Seara, conhecidos que já são, em apenas 4 anos, casos de abuso de bens públicos para uso e benefício pessoal.
Os afectos é que contam...

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Manuela

Marques Guedes acaba de confimar a permanência de Manuela Ferreira Leite, pelo menos até Maio.

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Elisa

Apesar de tudo o que se disse e se viu e a confirmarem-se estes resultados, Elisa Ferreira consegue um excelente resultado no Porto, segurando muito do eleitorado socialista e evitando a hecatombe e humilhação que muitos adivinhavam.
Mais uma lição para o PS tirar das autárquicas. Talvez um outro candidato conseguisse ter melhores resultados...

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Já há vencedores

... e em todos os partidos e movimentos. A CDU cresce, o CDS-PP também, o Bloco refere um reforço do número de mandatos, Isaltino está eufórico e o PS terá um resultado positivo.
Temos de ficar todos felizes...

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Sem surpresas

Para já não há surpresas. A tendência para reeleger os incumbentes mantém-se. Parece que os portugueses não gostam mesmo nada de mudanças.

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Mais uma

Por impossibilidade de tempo acabei por não deixar aqui as minhas notas sobre Lisboa e Sintra, muito embora não seja difícil adivinhar qual a minha opinião.
De qualquer forma cá estamos para mais uma noite eleitoral, para sabermos se há alguém a atrever-se a fazer leituras nacionais do número de câmaras, duas semanas depois das legislativas e para ver se mais uma vez toda a gente acaba por vencer.
Os jornalistas também parecem estar atentos à possibilidade da Manuela atirar a toalha ao chão, mas não me parece que tenham essa sorte hoje à noite.

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sábado, outubro 10, 2009

O meu lado

Um dia destes, a música que animava a sede de campanha de Rui Rio era o hit telenovelesco «Você não vale nada mas eu gosto de você». Não vou sequer tentar compreender os sinuosos caminhos do marketing político que levaram a isto, mas acredito que esta declaração de amor seja partilhada pelo eleitorado laranja, isto é, acredito que todos os que votam no Rui Rio fazem-no apesar de conhecerem bem as limitações do candidato. As eleições são também uma questão de afecto, já se sabe, mas seria bom que parássemos para pensar um pouco. Acredito que Rui Rio, Elisa Ferreira e Rui Sá estão perfeitamente aptos a exercer a presidência da Câmara e que Teixeira Lopes daria um formidável vereador (com ou sem pelouro). Não serão candidatos de sonho, mas é o que se arranja e é com eles que temos de nos entender.

Ao contrário do TAF, não votarei Rui Sá apesar de apreciar muito positivamente o seu trabalho na oposição (se ignorarmos uma ou outra atoarda, mas de resto, quem não as comete?) porque ainda não lhe perdoei o facto de se ter coligado no passado com o CDS-PP e PSD e de agora concorrer de novo e de uma forma calculista ao pouco invejável posto de muleta (seja lá de quem for).

Não votarei de igual modo no Teixeira Lopes apesar de toda a simpatia que me merece. O BE precisa de criar lastro e de crescer nas autarquias e este candidato seria certamente uma mais-valia em qualquer equipa de vereação. Simplesmente, será vítima do meu calculismo eleitoral. É que os tempos não estão para brincadeiras, como quase todos os candidatos reconhecem. Em todo o caso – e pensando mais no país do que apenas no Porto, não deixarei de votar BE para a Assembleia Municipal (o trabalho de José Machado de Castro é digno de nota) e Junta de Freguesia porque o partido parece ter chegado ao limiar da esfera da governação e, mais cedo ou mais tarde, não deixará de ser chamado a assumir as suas responsabilidades, pelo que precisa, a bem do país, de começar a formar quadros políticos capazes e essa formação faz-se, em grande parte, pelo exercício do poder autárquico.

Chegados aqui, não será difícil adivinhar em quem votarei, mas deixem-me explicar porque razão não posso votar Rui Rio. Começo por reconhecer que não virá mal de maior ao mundo se Rui Rio vier a ser reeleito. Mais quatro anos, menos quatro anos não é nada para uma cidade que sobreviveu ao cerco, às invasões francesas, a séculos de centralismo sulista e, convém não esquecer, a oito anos de governo PSD/CDS-PP nos quais devo reconhecer democraticamente também algumas virtudes e não apenas defeitos. O problema é outro: 1) A boa governança das cidades reside na promoção e manutenção da coesão das redes sociais, culturais e económicas que a constituem. Governar é suturar. É um trabalho para o qual se exige um certo talento democrático não compatível com uma atitude de conflito como modo de vida; 2) De ruptura em ruptura estava à espera que Rui Rio tivesse a coragem de avançar para a ruptura final, rompendo com a sua própria propensão para o conflito e com uma parte substancial das suas políticas. Todavia, em vez disso, declara-se satisfeito consigo próprio e reencaminha praticamente a mesma equipa. A imagem transmitida não é, infelizmente, a de um líder resoluto mas de um político resignado. No horizonte do Porto não se adivinha nada de novo e «daqui a cem anos ainda existirão problemas por resolver» esclarece-nos o candidato. Diria que Rui Rio foi tomado por uma estranha forma de nihilismo administrativo: a cidade é para se ir governando, não se espere que se faça alguma coisa dela. 3) Para além disso, Rui Rio tem dado sinais preocupantes de ventriloquismo político dado que tem verbalizado posições que são mais próprias do seu parceiro de coligação do que da tradição social-democrata. Foi um momento particularmente arrepiante ver a cantiga do RSI cantada a duas vozes entre Rio e Portas. Aliás, a canibalização do PSD pelo CDS-PP poderá se estender bem para lá do mero discurso político: Se Rui Rio abandonar a Câmara para desempenhar outras funções, será o seu número dois e representante do CDS-PP a assumir a presidência da Câmara? O que pensará disto a cidade? E os sociais-democratas?

Sobra-nos Elisa Ferreira. Não será a candidata ideal pelas razões sobejamente conhecidas e, de resto, exploradas até à náusea pela concorrência, mas trata-se da única candidatura que procura desenhar um horizonte de esperança para a cidade. O currículo de Elisa Ferreira fala por si e apresenta-se rodeada de uma equipa muito capaz (muitos, muitos, muitos pontos acima da equipa de Rui Rio) que não envergonharia nenhum governo nacional. O facto de não ter o apoio do PS-Porto não fragiliza em nada a candidata, bem antes pelo contrário: a avaliar pelos rumores que saem do interior do aparelho socialista portuense, Elisa Ferreira não poderia arranjar melhor carta de recomendação do que esta. Por mim, já chega deste Porto ensimesmado. Fico, como sempre, do lado dos optimistas.

sexta-feira, outubro 09, 2009

A minha pequena aldeia suburbana

Seguir uma política em que falta o realismo não me parece ser o ideal para se ganhar em proximidade com os cidadãos. Haver candidatos a Juntas do Cacém, que já tendo de viver inevitavelmente à sombra dos candidatos a Sintra, ainda por cima insistem em dizer que é aqui que gostam de viver e que querem recuperar o orgulho de aqui viver, não é algo do campo do realismo, mas sim do foro psiquiátrico.
O meu voto seria muito melhor entregue a alguém que me dissesse que não era do Cacém (de qualquer forma quase ninguém é), que isto é uma grande trampa (só não vê quem não quer), e que com base nesses pressupostos enunciasse ideias e propostas para que isto se torne minimamente suportável (já que não é possível ter orgulho por um monte de betão de segunda categoria).
Sempre que uma pessoa lê estes programas fica com a sensação de que aquela localidade que ali se fala é algures na Beira Baixa ou no Alentejo (sítios de onde realmente as pessoas vieram) e que todos sentiríamos o maior orgulho por poder organizar jogos de sueca para a terceira idade, um rancho ou uma banda que nos anime os fins de tarde à soleira das portas, umas exposições sobre a autenticidade do mundo rural ou como gostamos que se transforme pequenos terrenos baldios em canteiros de relva para lhes podermos chamar jardins. Tudo perfeitamente inútil.
Os verdadeiros problemas do Cacém, de Sintra e de todas as zonas urbanas não se compadecem com uma visão idílica da pequena aldeia campestre onde as crianças brincam na rua até à hora de jantar. As nossas crianças não brincam nas ruas, a não ser que os pais as tenham abandonado ou já não tenham mão neles.
O problema destes candidatos, não é só uma total falta de ideias válidas, é uma total falta de conhecimento ou formação sobre os verdadeiros problemas sociais e de infra-estruturas no urbanismo feito às três pancadas como o do Cacém. No fundo são pessoas escolhidas para fazer alguma coisa para a qual não estão manifestamente preparadas, mas não sabem. Um mal que cada vez parece afectar mais gente neste país.

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quinta-feira, outubro 08, 2009

Cretinos Fedorentos

Foi uma cena triste que se viu: Ricardo Araújo Pereira e a sua trupe tiveram de "entrevistar" os candidatos à Câmara Municipal do Porto não lhes saiu nada melhor do que umas graçolas futebolísticas e dali não saíram. É que nem se dão ao trabalho de fazer o TPC. Já antes havia aquele personagem tipo autarca-mafioso que se fazia apresentar com a ponte D. Luís ao fundo (e Oeiras é, como toda a gente sabe, uma localidade do norte de Portugal), agora é esta ignorância militante sobre tudo o que se passa para além de Lisboa. Daí que não lhes ocorra mais nada sobre a cidade do Porto que não o FCP. Bando de cretinos!... É que nem percebem que as pessoas se estão cagando (como diria Ferro Rodrigues) para esse tipo de humor.

quarta-feira, outubro 07, 2009

E as autárquicas pá?

Eh pá, lembrei-me agora. É já no domingo e ainda nem escrevemos nada...

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O ar fresco da nova Madeira

"Um secretário regional foi agredido por um polícia do continente." Palavras de Alberto João Jardim que dividem a Polícia de Segurança Pública em duas. Agora temos a Polícia do continente e a Polícia da Madeira. A do continente é uma força colonialista agressora e a Polícia da Madeira constitui-se em guarda pretoriana do Presidente do Governo Regional.
A intenção do afastamento da Polícia da guarda pessoal do Presidente do Governo Regional era afinal outra. Alberto João não pretendia ser protegido pela Policia do continente, para os seus capangas agirem livremente contra aqueles pequenos incómodos da “velha Madeira”, como as notícias de hoje vêm provar.
É o Alberto João que aos poucos vai mostrando a sua verdadeira face, sempre que não suporta ser combatido pelos seus próprios métodos. É o Alberto João bafiento que ainda quer passar a ideia que personifica a nova Madeira.
Asfixia? Aonde? Pois, no continente…

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sexta-feira, outubro 02, 2009

A batuta de Belém

Ora ai está o caminho para isto se tornar ainda pior do que já está e pela voz de quem, senão o novo porta-voz sem pasta de Belém, José Manuel Fernandes.
Nada mais que uma hipótese discutida por mim com várias pessoas, quando nos questionávamos sobre o que era possível Cavaco fazer para piorar a relação com o governo , a de o Presidente apenas pretender indigitar o primeiro-ministro após a criação de uma coligação parlamentar sólida, com um partido à direita do PS, tudo devidamente abençoado por Belém.
Mais um piscar de olho ao bloco central, com a confissão do porta-voz, da inevitabilidade de alguns países em situações complicada, como a nossa, de terem de reunir os seus melhores no poder...
A declaração ao país de Cavaco começa a fazer cada vez mais sentido. Pode ter surgido para criar um forte condicionamento do PS logo a seguir às eleições legislativas que ganhou em maioria relativa, para criar espaço de manobra a Belém para impor a um PS supostamente fragilizado pela frontalidade presidencial e pelos votos, uma solução governativa na qual o PS e muito provavelmente o país não está interessado.

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terça-feira, setembro 29, 2009

Enganei-me

Mas face a esta declaração de Cavaco preferia não me ter enganado, uma vez que estamos num dos momentos mais sombrios da relação entre órgãos de soberania nesta democracia, desde a consolidação democrática que sucedeu ao PREC.
Há neste momento um grave problema institucional entre a Presidência da República e o governo, que vai para além das habituais e até saudáveis diferenças politicas protagonizadas por diferentes cores em Belém e São Bento e que se situa ao nível pessoal, da falta de entendimento de duas pessoas igualmente legitimadas pelo voto popular, sem que exista a hombridade de colocar os interesses do país acima de pequenas questiúnculas palacianas.
É o próprio regime e a separação de poderes tal como a entendemos que está a ser posta em causa por esta crise. É o regime, no equilíbrio que deve existir entre Presidência e o Governo que está em choque como nunca antes aconteceu, mesmo nos piores momentos Cavaco / Soares, alimentando a incerteza já muitas vezes pronunciada sobre as vantagens do semi-presidencialismo.
O que se passa ultrapassa de facto os limites da decência, e se Cavaco pretendia ser o fiel da balança, papel reservado aos presidentes, para pôr fim a uma situação extemporânea divulgada pelos meios de comunicação social, acaba por alimentar e dar substância a uma historia que o próprio, e temos de reconhecer, o Primeiro-Ministro não tinham dado qualquer valor anteriormente.
É errado pensar que estas declarações esclarecem o assunto das escutas. Não só lançam ainda mais confusão, como destroem a ideia da independência e equidistância do Presidente em relação aos partidos políticos, marca que minará de forma clara este mandato e o futuro da figura presidencial, independentemente do inquilino que ocupar Belém. Nem Sampaio quando dissolveu o Parlamento, demitindo na prática um governo apoiado por uma maioria parlamentar, se deixou arrastar para uma situação como esta.
De qualquer forma eu fiquei com inúmeras dúvidas que fui escrevinhando ao longo da comunicação ao país, não necessariamente na ordem que surgirá aqui a seguir.
Assim, mantenho as seguintes questões e quero crer que muita gente se revê nelas:
Se era mentira a participação de assessores no programa do PSD, o que legitima a aparente normalidade dessas pessoas terem dúvidas sobre o que sabiam deputados socialistas, se na realidade nunca lá estiveram?
Se era mentira, qual a razão de preocupação do Presidente?
Como é que o Presidente não considera grave ou crime, que alguém levante suspeitas sobre outrem se isso afinal se revelar falso, o que o Presidente não confirma, nem move nenhuma acção para confirmar?
Como é que o Presidente considera aparentemente normal os direitos cívicos dos seus colaboradores não eleitos em participar num programa de um partido politico (eu tb acho) mas não de elementos do partido do governo eleitos para o Parlamento em criticar essa opção?
Se o Presidente não pretende afirmar com clareza que é de opinião que está a ser escutado, porque razão, só hoje pediu a intervenção de empresas especializadas e não o fez através de uma investigação da Procuradoria-geral da República?
O Presidente considera que Procuradoria-geral da República também está condicionada?
Porque razão o presidente pretende deixar no ar a ideia que existem vulnerabilidades no sistema informático da Presidência, quando sabe que a existência das ditas vulnerabilidades não comprovam a violação dos sistemas, que era o que pretendíamos saber?
De acordo com a segunda interrogação do Presidente, se alguém poderia ter entrado no seu computador e ver o seu mail, o Presidente pretende esclarecer se essa caixa de correio conteria informação válida para este assunto?
O Presidente faz leituras que qualquer cidadão pode fazer? Não é suposto o Presidente fazer leituras informadas sobre o que se passa no país?
O Presidente tem alguma coisa para dizer sobre as confirmações alegadamente feitas por várias fontes de Belém a vários órgãos de comunicação social, sobre as suspeitas levantadas em Agosto?
O Presidente faz leituras graves sobre duas pessoas do PS que dificilmente vinculam o Governo, mas tem factos que o suportem?
O Presidente alimenta a ideia que um assessor do Primeiro-Ministro o possa ter espiado durante a sua visita à Madeira com base em que argumento?
O assessor nega ter invocado o nome do Presidente em vão, mas o Presidente nega que o encontro tenha ocorrido?
O Presidente tem dúvidas sobre a veracidade do email publicado no Público, mas se é falso porque razão isso o leva a questionar a segurança do seu correio electrónico?
São algumas das inúmeras questões que muitos portugueses colocarão hoje à noite e provavelmente não terão resposta em breve.
Lamentável é o Presidente falar ao país dois dias depois das eleições legislativas que resultaram num dos parlamentos mais fragmentados da historia da democracia, e não ter tido uma palavra, que apenas o Presidente poderia dizer, sobre a responsabilização dos partidos políticos na governabilidade do país.
A Presidência, e provavelmente o Governo também, estão de cabeça perdida e nessa situação perdemos todos. Como é que podemos esperar que estes dois homens se reúnam para que Portugal tenha um novo governo?

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segunda-feira, setembro 28, 2009

A desilusão de amanhã

Quem disse que o Cavaco amanhã vai falar sobre as escutas? Quem foi? Pois creio que todos os que tem essa expectativa estão enganados.
Tal como andaram perdidos naquele célebre mês de Agosto em que ele falou sobre os Açores, em que andaram todos a pensar que ele ia dizer que tinha uma doença terminal e por isso teria de se demitir, amanhã Cavaco vai presentear-nos com uma análise do novo quadro político no parlamento.
Vai dizer-nos que vai indigitar o Sócrates como primeiro-ministro e vai exigir a todos os partidos políticos a responsabilidade e a cooperação que permita ao governo concluir a legislatura.
Vai colocar-se a jeito para ser o pilar da governabilidade e estabilidade e a conversa das escutas vai acabar por desvanecer porque a maioria do PS é curta demais para isso ser um problema.
Pode ser que eu me engane...

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Quem condiciona o quê?

Os amigos socialistas espanhóis que dão ocasionalmente uma ajuda aos socialistas portugueses através da Prisa, acabam de permitir a venda de 35% da Prisa à Ongoing, empresa para onde o Moniz foi trabalhar e que já possui 20% da SIC.
É um condicionamento inaceitável da comunicação social pelo governo socialista que afastou o Moniz e a Manuela para depois lhes vender 35% da TVI...
Há aqui alguma coisa no condicionamento da comunicação social que não bate certo... o que será?

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Eles andam aí...

Aos poucos Pacheco Pereira será afastado do comentário político pelos canais e jornais sem qualquer intervenção do PS ou do Primeiro-Ministro.
Há limites para o mau perder. Há limites para a loucura conspirativa que o comentador todos os dias alimenta, e que condicionou a campanha perdedora do PSD e que parece querer continuar a insistir.
Falta a Pacheco Pereira alguma humildade e algum respeito pelos eleitores. Dizer que "ganhar eleições dá legitimidade mas não dá razão" é mesmo muito arrogante. Até pode ser verdade, mas não dito por despeito.
Pacheco Pereira ficará sozinho a pregar no deserto, a viver a fantasia da realidade paralela que criou.

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domingo, setembro 27, 2009

Fim de festa


Afinal o PS não consegue atingir os 40%.
Afinal a esquerda tem a maioria no parlamento mas o PS não pode esperar coligar-se ou ter acordos com apenas um dos partidos à sua esquerda.
Afinal o BE não teve os votos que se pensava que ia ter e não consegue ser a terceira força no parlamento que as sondagens pareciam indicar.
Afinal o CDS-PP não segue o caminho do definhamento que muitos julgavam ser inevitável o que também é aplicável à CDU.
Afinal os únicos cenários possíveis de maioria são PS-CDS; PS-PSD; ou PS-BE-CDU. Ou seja, está lançada a confusão neste país.
Resta-nos esperar que haja de todos a responsabilidade de agir com bom senso, no interesse do país e não na defesa de interesses pessoais ou partidários, o que naturalmente é aplicável a todos.

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Em toda a linha

Não há grande coisa a dizer sobre Portas. O líder do PP apostou forte em tirar votos ao PSD e ao PS e ganhou em toda a linha. Fez uma campanha muito forte e consegue os seus objectivos, acabando por contrariar as sondagens como já vem sendo habitual.
Resta saber o que o CDS fará com os seus mandatos e se pretende a prazo substituir o PSD como o grande partido de governo na direita, lugar por sinal ocupado por essa europa fora de partidos homólogos do CDS-PP.

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Sangue à esquerda

Sócrates não perdoa a Louçã (que de facto lhe tirou a maioria, junto com o CDS e não o PSD), e fica clara a impossibilidade de um acordo.

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E agora?

Sócrates segue sozinho e tenta passar por um optimista, mas tem um grave problema em mãos. Como parece cada vez mais claro não há nenhuma solução de maioria no parlamento sem o Bloco Central ou sem a união, claramente impossível, de todos os partidos da esquerda.
Há de facto uma escolha clara e uma vitória clara do PS em relação à alternativa de poder que representaria o PSD que perdeu escandalosamente a aposta que tinha feito.
Mas ainda assim, o PS não consegue ter uma maioria, ainda que relativa, minimamente confortável, que lhe permita ter expectativas de governar sozinho por uma legislatura completa sem grandes interferências de Belém.

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A única questão...

... do resto desta noite, é saber se o PS sozinho acaba por ter mais deputados que a soma dos deputados do PSD com o CDS-PP.

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Agora sim

Agora temos mesmo um problema de governabilidade. Louçã estabeleceu as suas metas para a próxima legislatura e elas não parecem assegurar uma ideia de acordo mas de exigências. A verdade afinal já sabíamos que não estava no PSD, está onde sempre esteve, no Bloco e na boca de Louçã.
Aliás o Bloco pretende confundir-se com a própria ideia de esquerda, embora por lá andem muitos outros partidos. Louçã empurra o PS para o CDS-PP e parece não ter quaisquer remorsos nisso.

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Conspiro que me farto

Louçã ainda não falou porque está a ultimar os pormenores da coligação pós eleitoral com Sócrates. Portas ainda não falou porque está a tentar telefonar insistentemente para Sócrates para fazer uma coligação com ele, mas Sócrates rejeita-lhe as chamadas.

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Onde é que ele anda?

Eu tenho andado numa de zapping, mas não me recordo de ter ouvido o Pacheco Pereira embora ele tivesse uma cedeira reservada na SIC onde não está sentado porque chegou agora ao Sofitel.
O Pacheco foi-se simplesmente embora?

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Contagem de espingardas

Jerónimo fala e em vez de se pôr a jeito para dar uma mão ao governo socialista na linha das politicas que poderia nesta altura nomear, prefere ameaçar com a "luta de massas" como se fosse imaginável que o governo do país pudesse ficar refém da força menos representada no parlamento. Vamos ver se o BE segue a mesma linha e se depois o CDS abraçará o discurso do jeito que pode dar à governabilidade. E vamos ver se o mesmo discurso se mantém para lá das autárquicas.

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Sossegados

Na próxima legislatura não vai haver vozes dissonantes no PS. Alegre foi-se embora mas os que ficaram não vão perturbar Sócrates. Em breve veremos o discurso da unidade no partido na boca de toda a gente, não vá alguém lembrar-se de os acusar de serem parcialmente responsáveis pela perda da maioria absoluta.

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Para já...

Para já não há demissão, nem podia ser. As autárquicas assim o exigem. Ainda assim amanhã os tubarões atacarão sem piedade.

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Fantástico

O partido que perde em toda a linha tenta capitalizar o fim da maioria absoluta do PS, para a qual o nada contribuiu.

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Governabilidade

Há uma grande maioria de esquerda no parlamento e uma vitória clara do PS.
A CDU e o BE devem assumir as suas responsabilidades na governabilidade do país, caso não pretendam que sejam forças de direita como o CDS-PP a assegurar a governabilidade e estabilidade que os portugueses pretendem.

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Papel central

É inevitável, o BE sobe como nunca aconteceu e como Fernando Rosas refere, o BE, pelo menos nesta legislatura torna-se uma figura central para um governo de esquerda.
Mas isso dá vantagem e responsabilidade. É bom que os líderes do BE tenham presente o exemplo do PRD.

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O principal derrotado

O principal derrotado destas eleições é o discurso da asfixia democrática. Os portugueses retiraram a maioria absoluta ao PS, mas não deram razão aos protagonistas deste discurso.

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No PSD

No PSD ninguém fala. Será que têm medo de falar?

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Atenção

Atenção ao Garcia Pereira, ainda o fim da contagem vai longe e o PCTP-MRPP já tem praticamente metade dos votos que obteve em 2005. Se fossem todos em Lisboa já teria conseguido um deputado.
Se Garcia Pereira chegar ao Parlamento será a primeira grande contribuição do Gatos para os resultados eleitorais.

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SIC

Na Internet a SIC divulga uma sondagem que tem vindo a fazer desde as 20h. Sem qualquer valor cientifico, claro, mas pergunta-se a quem por lá passa se concorda com coligações pós-eleitorais.
Os resultados são expressivos. 50% para cada lado...

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Tendência

Regista-se a contínua tendência das eleições em Portugal. Apenas há um partido que perde, os outros ganham sempre.
PS e PSD alternam no lugar dos vencidos. Os outros ganham sempre.

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TVI

A TVI é a única televisão que dá o PP como possível 3ª força no parlamento. Também já por lá se fala de quando a Manuela sair.

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O costume

Como vem sendo costume o ministério da justiça fornece dados em tempo real às televisões e esquece-se de as publicar no site.

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Quem diria...

A confirmarem-se estas estas projecções Manuela Ferreira Leite pode vir a ter um resultado inferior a Santana Lopes. Quem dizia que Santana tinha conseguido o mais baixo resultado de sempre é capaz de estar a reflectir no futuro.
Também a confirmar, se o PS ficar no limite máximo destas projecções pode coligar-se com qualquer um dos partidos "pequenos"...

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Já está

A chafarica tornou-se ingovernável...

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Mau sinal

Abstenção sobe, legitimidade dos eleitos desce...

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sábado, setembro 26, 2009

Voto merecido

Votar já não é o que era. Por falta de comparência do PSD, estas eleições não tiveram a força de tracção habitual. O partido do governo ficou sozinho a disparar em todas as direcções (inclusive para dentro) não se coibindo, no entanto, de encenar a expiação dos seus pecados democráticos. De mão no peito, Sócrates reitera a sua fé no futuro, o qual será, na melhor das hipóteses, igual ao que já tivemos. Ah! Sócrates, Sócrates, nosso pequeno Tartufo de trazer por casa. “Em quem votar então?”, dizia eu. Sou um eleitor do BE (na variante PSR) geneticamente programado, mas mais uma vez vou procurar outras companhias. Aquilo está a crescer demais e não está pronto ainda para assumir o poder. Muita retórica, muito entusiasmo académico, mas poucas provas dadas, por exemplo, nas autarquias. Se o BE pretende ser governo, primeiro tem de conquistar câmaras, assembleias municipais e juntas de freguesia. Formar quadros e aprender com a experiência. Neste momento, considero que o aproveitamento da legítima insatisfação dos eleitores por parte de Louçã & Cª não faz justiça ao próprio partido. Era preciso um pouco mais do que defender a necessidade de se travar uma maioria absoluta. Contas de mercearia não são para aqui chamadas. Portanto, para mim, votar vai voltar a ser o que era. Votarei Jerónimo de Sousa. O PCP tem provas dadas em várias autarquias (incluindo Lisboa e Porto) tendo demonstrado possuir quadros à altura dos desafios da governação e uma maturidade democrática exemplar. Aliás, é bom lembrar que, enquanto o PS e o PSD acenavam com o espantalho do salazarismo, Jerónimo cheio de bom senso assegurava que o tempo não volta para trás. Quem perante a histeria dos dois grandes partidos não se rende à serenidade comunista? E, depois, bem precisa Sócrates de um educador, de uma espécie de pai (político) que nunca teve. A criança mimada da democracia portuguesa não pode continuar sozinha em casa.

Nunca mais


Sem uns bolinhos e um café, nunca mais me apanham num comício do PS.
Está visto porque é que a maioria absoluta está em causa. O pessoal não enche a barriga e depois não tem força para meter o papelinho na urna.

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